Ter ou não ter companheiro/a? Esta é a questão!

ter um companheiro
Entre as muitas virtudes deste século estão as oportunidades oferecidas em muitos aspetos da vida, incluindo a vida amorosa que escolhemos. Esta abertura ainda está numa fase inicial e, como acontece quando há grandes mudanças na história, estes movimentos levam tempo a materializar-se. Hoje em dia, as formas como nos relacionamos no amor mudaram muito. O movimento maciço de pessoas entre países de todo o mundo e a tecnologia transformaram as relações humanas e, consequentemente, alargaram o espectro de como podemos ter ou não ter um parceiro.
No século passado, estar sem parceiro, social e familiarmente, era quase impossível de conceber. Hoje, neste novo contexto histórico, ter ou não ter um parceiro é uma decisão, uma vontade de cada uma de nós. Uma decisão que cada pessoa tem a liberdade de exercer sempre que desejar. Anteriormente, havia uma espécie de mapa geral, e com “certas” idades era demasiado tarde para se conseguir ter um parceiro.
Ter uma boa companhia é uma das alegrias da vida, sobre este facto não há dúvida. O casal pode ser uma das maiores fontes de felicidade na vida das pessoas, também não há dúvida sobre isto. Agora, o que muda é quando tê-lo sem pressão ou obrigação de o ter num momento específico estabelecido pela cultura, ou pela sociedade.
Se a decisão for de não a ter companheiro durante um curto ou longo tempo, já não há a pressão social de antigamente. O desespero de que se não tivesse um parceiro não estivesse completa ou inteira é uma coisa do passado. Agora a vida desenhada para ti própria pode incluir ter um parceiro ou não e essa é a tua decisão. A liberdade dos tempos ajuda-nos a adiar o casal e as suas virtudes para podermos dedicar-nos a sonhos pessoais sem sentir que nos falta algo ou que não cumprimos o mapa desenhado de outros tempos.
Estas novas formas de encarar a vida desfrutando da tua própria companhia pessoal ou com outra pessoa têm enormes vantagens. Para enumerar algumas delas, devemos lembrar que a taxa de divórcio no nosso país é bem elevada. E muitos desses casais, se tivessem tomado mais tempo para si próprios, teriam assumido um compromisso como o casamento com mais maturidade, o que lhes daria melhores oportunidades nessa aventura. Outro detalhe muito importante é a preparação académica necessária para a vida e que podemos concretizar sem a pressão de ter um parceiro. E algo que é impossível de ignorar é que este momento nos permite ter ou não um parceiro sem o estigma que isso tinha no passado. Viver é aprender a viver e ter um parceiro é algo que se vai aprendendo, mas neste caso nada substitui a prática.

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